• É um programa de ensino, dividido em nove séries, que funciona como uma ferramenta guia para o professor, a fim de acrescentar conhecimento metodológico, viabilizando a orientação para que os estudantes de ballet clássico, a partir dos 10 anos de idade, se profissionalizem.

  • Introdução

     

    Os programas de ensino funcionam como uma ferramenta guia para o professor, viabilizando a orientação para que os estudantes se profissionalizem. A organização e progressividade do conteúdo programático dos diversos níveis de ensino são contempladas nas diversas escolas, revelando a decomposição do movimento ou exercício adotado pelo vocabulário do ballet clássico, registrando para o estudante a lógica de sua construção. É nas aulas que o professor estabelece a base de princípios de ballet através da assimilação de um grande número de passos.

     

    A técnica de dança acadêmica trabalha com a progressão vertical e horizontal para desenvolver sua técnica. Para o resto da vida o corpo se submeterá a seqüências lógicas e anatômicas de exercícios. O corpo é preparado para executar a técnica do ballet através dos exercícios realizados com apoio da barra. Esses exercícios serão levados para o centro onde, gradativamente, o elemento principal, a própria dança, é introduzido. A dança se realiza na sua plenitude ao final da aula. 

     

    A lógica da construção do ballet pode ser bem exemplificada também pelo paralelismo em que se baseiam seus exercícios, pela adoção do en dehors como fator fundamental de elegância e estabilidade e sobre as cinco posições dos pés, elementos primários, dos quais partem e para os quais retornam todos os exercícios e movimentos. A par disso, a técnica do ballet contempla todo o corpo, da cabeça aos membros inferiores e superiores, incluindo os dedos das mãos. Os exercícios do ballet trabalham a busca da verticalidade, o alongamento, a extensão, a flexão, a impulsão, o controle, a coordenação, etc., tendo o sentido estético e artístico como objetivo final.

     

    Dentro das diferentes escolas existentes (francesa, italiana, russa, americana, dinamarquesa, inglesa ou cubana), o aluno para dominar a dança clássica, deve aprender e compreender sua natureza e os seus meios de expressão. O intuito é apresentar os passos como elementos didáticos para escolas de ballet e professores. É designado para a sistematização do ensino de formação do ballet clássico.  Os movimentos de dança são numerosos e variados. O ensino do bailarino deve ser com base no domínio de cada novo elemento antes de avançar para o próximo, com paradas ou pausas durante todo o processo de aprendizagem e não se baseando em exibição pirotécnica. É evidentemente a influência do professor, e no início, os alunos inevitavelmente imitam a maneira de executar do professor. Mas à medida que conhecem seu corpo e ganham confiança e uma certa independência no movimento, o professor deve incentivar cada aluno para trazer seus próprios sentimentos, sua própria abordagem, para cada combinação da aula, a fim de desenvolver sua própria forma de movimento, mas sem quebrar as regras do estilo acadêmico. Seria desejável encontrar um professor que mesmo com sua forma contemporânea e individual de movimento, não esqueça a tradição da bela maestria, inspirado pelas gerações de bailarinos que já deixaram o palco, para que a nova geração nunca aceite interpretações formais, encenação insuficiente ou musicalidade ou técnica descuidada ou imprecisa.

     

    Durante as aulas deve haver vida e criatividade, educando o bailarino e o fazendo compreender que a técnica é o meio em que ele pode expressar seus pensamentos e sentimentos. Uma técnica morta e mecânica não pode servir uma arte que glorifica a criação. A forma do bailarino é o movimento, é o seu próprio meio de expressar sua individualidade. Durante a aula, cada passo e elemento deve ser feito inteligentemente, artisticamente, musicalmente e com compreensão e sensibilidade para os aspectos técnicos e desempenho da combinação. É necessário observar com atenção para que os alunos mostrem sinceridade e liberdade de afetação, para um movimento não encenado, sendo natural e não forçado. Esta abordagem de ensino permitirá que o aluno encontre sua individualidade, que é importante para o futuro bailarino. O modo de movimento do bailarino é determinado pelo seu nível de cultura como artista e como pessoa e não pode ser ensinado sem formação precisa.

  • Metodologia de Estudo

    Agrippina Vaganova

     

     

    Nasceu em S. Petersburgo em 1879, estudou na Escola Imperial e dançou no Teatro Mariinsky. Desenvolveu ao longo da primeira metade do século XX uma metodologia de ensino de dança para formação de bailarinos clássicos. Foi a primeira bailarina a perceber a importância de um programa de ensino. Ao codificar seus “Princípios básicos do ballet clássico”, livro adotado no mundo inteiro, ela não apenas dividiu o ensino em diferentes níveis, como conferiu a cada um deles um programa determinado a ser seguido. A metodologia Vaganova é uma referência pelo trabalho dos braços, cabeça e expressividade do tronco, além do rigoroso vigor técnico.

     

    Diz Vaganova:

    “(...) os exercícios diariamente ensinados na barra vão gradativamente sendo levados para o centro. O adágio e o allegro são trabalhos que se seguem nos exercícios do centro. Os bons hábitos adquiridos pelos estudantes nos exercícios devem ser mantidos na prática diária e devem ser baseados em estritas regras metodológicas (...) O trabalho acumulado durante as lições deve ser equilibradamente distribuído por todos os exercícios. Se o professor entender que é necessário, por exemplo, intensificar o número de repetições de certos movimentos, então ele poderá diminuir a quantidade de exercícios seguintes, uma vez que toda sobrecarga de trabalho é nociva e conduz ao enfraquecimento da musculatura e dos ligamentos. Como resultado disso, as pernas podem facilmente ser prejudicadas. ”

     

    E enfatiza:

    “(...) A sequência dos exercícios não deve ser casual. Dependendo do grau de dificuldade, o professor deve adotar uma combinação lógica e útil dos movimentos e não os ligar em combinações meramente considerando o desenho (...)”

     

    Vaganova dá muita ênfase à busca da estabilidade como um dos elementos estruturais da dança clássica:

     

    (...) para alcançar a estabilidade se faz necessário dar ao corpo condições de manter-se seguro e firme nas diversas poses e exercícios sobre o pé inteiro, na meia ponta e na ponta, tanto no trabalho de saltos e giros, à terre ou en l‘air e nas conclusões de movimentos, evitando mexer a perna de base ou quicar sobre ela. Será, igualmente, de fundamental importância para o trabalho de pas-de-deux (...) O desenvolvimento da estabilidade tem início no primeiro ano, em exercícios de barra, quando o aluno começa a entender a distribuição do peso do corpo sobre uma ou sobre ambas as pernas (...) A fonte da estabilidade localiza-se na coluna e sua base repousa na preservação do eixo vertical que passa pelo meio da cabeça e do corpo e vai até o peito do pé de base colocado inteiro no chão. O equilíbrio vai depender da combinação do peso do corpo corretamente colocado sobre o eixo e da sua postura alongada (...)"

     

    A sequência dos exercícios da barra não é determinada displicentemente. É sim, o resultado de um longo curso de desenvolvimento, onde os professores introduzem muitas mudanças e muitas contribuições. Os exercícios executados no centro da sala têm a mesma importância e desenvolvimento dos feitos na barra e sua sequência é, basicamente, a mesma. Contudo, é consideravelmente mais difícil preservar o en dehors das pernas e a estabilidade do corpo, especialmente na ½ ponta, sem a ajuda da barra.

     

    Vaganova chama adagio ao fraseado da dança que consiste em vários tipos de developpés, relevés lent (degagés en l’air), tours lents (promenades), port de bras, todos os tipos de renversés, grand fouettés, tours sur le cou-de-pied e tours em grandes poses. Os movimentos do adágio são aprendidos gradativamente. Nas classes elementares o adágio compõe-se de formas simples de degagés en l’air à 90o, developpés e ports-de-bras executados em tempo lento e sobre o pé inteiro; nas intermediárias o adágio é complicado por piruetas em grandes poses, estabilidade prolongada na ½ ponta em poses à 90o, preparações para tours, tours sur le cou-de-pied, transferências de uma pose para outra, etc. O tempo do adagio torna-se, então, ligeiramente acelerado em relação às classes elementares; nas classes adiantadas o conceito de adagio adquire caráter relativo, uma vez que passa a ser construído não somente em andamentos moderados, mas também em tempos mais acelerados, incluindo-se até vários saltos. Deixa, então, de ser um adagio “típico”, porque essa aceleração e sua qualidade dinâmica levam-no próximo ao allegro. De fato, ele prepara o corpo para os allegros.

     

    Os saltos são a parte mais difícil das aulas. Tudo o que é produzido pelos exercícios da barra, do centro e pelo adágio estão diretamente ligados aos saltos e de muitas maneiras favorecem o seu desenvolvimento. Mas uma atenção especial deve ser concedida aos próprios saltos. Um salto vai depender da força dos músculos da perna, da elasticidade e força dos ligamentos dos pés e dos joelhos, do desenvolvimento do tendão de Aquiles, da força dos dedos e, especialmente, da força das coxas. Cada novo salto é estudado frente à barra, depois do que passa a ser praticado na barra e no centro da sala. Os saltos de 2 para 2 pernas devem preceder os demais, não apenas na etapa de sua iniciação no programa de ensino, mas nas aulas diárias ao longo de toda a vida do bailarino. Aos de 2 para 2 pernas devem se seguir os saltos de 2 para 1, de 1 para duas e de 1 para 1 perna, numa evolução gradativa. Depois disso as dificuldades técnicas dos grandes saltos podem ser introduzidas, seguidas pelas combinações de pequenos saltos com baterias.

     

    Vaganova enfatizou a dançar com o corpo inteiro, promovendo a movimentação harmoniosa entre braços, pernas e tronco. É um método plasticamente harmônico de movimentos e da expressividade dos braços. Mesmo com a flexibilidade exigida, o corpo tem uma firmeza, com colocações naturais da cabeça, analisando o posicionamento dos pés e dando atenção detalhada para a colocação dos braços durante o movimento.

    Nikolai Ivanovich Tarasov

    Nasceu em Moscou 06 de dezembro de 1902. Iniciou seus estudos na Escola Coreográfica de Moscou, sob a orientação de Nikolai Legat, formando-se em 1920 e nesse mesmo ano tornou-se solista durante quinze anos do Ballet Bolshoi. Tarasov tornou-se um Artista Honorário da URSS em 1937. Tarasov é considerado um professor e metodólogo muito importante do ballet clássico. De 1923 a 1969 lecionou na Escola Coreográfica de Moscou, e de 1942 a 1945, foi seu diretor geral e diretor artístico e, mais uma vez seu diretor artístico de 1953 à 1954. De 1929 a 1930, Tarasov ensinou a "Classe de Perfection" no Teatro Bolshoi e no Moscow Artistic Ballet Company liderada por Victorina V. Krieger. De 1933 a 1937, Tarasov foi o diretor artístico do Technicum (Instituto) Lunacharsky. A partir de 1946 ele trabalhou como professor e diretor artístico do departamento de pedagogos e coreógrafos no Instituto Estadual de Artes Teatrais, e foi dada a categoria de professor em 1962.

    Em 1940 Tarasov foi o autor de Metodologia da formação clássica, com co-autores A. I. Chekrygin e V. E. Moritz. Em 1971, ele escreveu Classical Dance, School of Male Technique que ganhou o Prêmio Estadual da URSS, em 1975. Em 1947 Tarasov também escreveu um cenário com Agrippina Y. Vaganova para o filme de ensino Methodology of Classical Dance. Ele morreu em Moscovo, em 08 de fevereiro de 1975.

     

  • Curso Para Professores

     

     

    O intuito do Curso Para Professores é apresentar os passos como elementos didáticos para escolas de ballet e professores. É designado para a sistematização do ensino de formação do ballet clássico e focado para o esclarecimento das séries.

     

    Ele oferece uma apostila com a história, exemplificações e metodologia de elementos de cada série para serem introduzidos nos passos da barra, centro, allegro e pontas. Um curso teórico com demonstrações práticas, divido em quatro módulos, com certificado.

     

    Módulo 1 - Introdução à 1ª Série e 1ª Série

     

    Módulo 2 - 2ª Série e 3ª Série

     

    Módulo 3 - 4ª Série e 5ª Série

     

    Módulo 4 - 6ª Série, 7ª Série e 8ª Série

     

  • Próximos Eventos

    Módulo 1: Introdução à 1ª Série e 1ª Série

    Dia: 13 de agosto

    Horário: das 9:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30

    Rua Itapura, 395 – Tatuapé – SP (próximo ao metrô Carrão)

    Módulos 1 e 2: Introdução à 1ª Série à 3ª Série

    Dias: 21 e 22 de agosto

    Horário: das 09:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30

    Ballet Erenita - Canoas - Rio Grande do Sul

    Módulo 2: 2ª Série e 3ª Série

    Dias: 17 de setembro

    Horário: das 9:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30

    Rua Itapura, 395 – Tatuapé – SP (próximo ao metrô Carrão)

    Módulo 3: 4ª Série e 5ª Série

    Dias: 18 de setembro

    Horário: das 9:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30

    Rua Itapura, 395 – Tatuapé – SP (próximo ao metrô Carrão)

    Módulo 4: 6ª Série, 7ª Série e 8ª Série

    Dias: 15 e 16 de outubro

    Horário no sábado das 09:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30

    Horário no domingo das 09:00 às 12:30

    Rua Itapura, 395 – Tatuapé – SP (próximo ao metrô Carrão)

  • Depoimentos

    Eliana Favarelli - Bailarina e Diretora do Grupo Espaço Dançar e da Twist Dança - Americana - SP

    Quando pesquisei um método para ser desenvolvido na minha escola, nem imaginei que pudesse me encantar com a técnica russa. Ao mesmo tempo em que se trabalha a técnica, a expressividade está sempre associada. Muito mais que trazer conhecimento, o curso me trouxe novos desafios, pois o curso foca muita disciplina e rigor de execução dos movimentos desde as séries iniciais. O Conteúdo Programático foi bem elaborado pelo professor e as aulas foram bem explicadas, embora o conteúdo seja bem extenso e com muito detalhes. O método dá liberdade ao professor para desenvolver sua própria aula. Obviamente que cabe a cada participante buscar aperfeiçoamento.

     

    Edna Gonçalves - Diretora da Academia Alexan - Osasco - SP

    Fellipe Camarotto, nos deixa, a cada nova aula entusiasmados, apaixonados pelo desenvolvimento de nossos alunos em face da aplicação de seu Conteúdo Programático de Ballet Clássico Baseado na Técnica Russa. Acompanhamos o desenrolar das aulas, nas quais observamos serem seguidas e aprimoradas as técnicas da imortal Agrippina Vaganova, codificadora dos “Princípios Básicos do Ballet Clássico”. Com a base solidificada, observamos nossos bailarinos sentirem e expressarem seu amor à vida através da linda e magnífica arte de dançar. Obrigada Fellipe Camarotto pelo amor, dedicação, carinho e compartilhamento técnico na Academia Alexan, e por dividir conosco, uma pequena parcela de seu vasto conhecimento da Técnica Russa.

     

     

    Juliana Anselmo - Bailarina e Diretora da Aplauso Escola de Dança - Caratinga - MG

    Em janeiro de 2016 tive a oportunidade de participar do Curso Para Professores do Conteúdo Programático de Ballet Clássico Baseado na Técnica Russa. Fiquei encantada, pois além de ser uma pessoa maravilhosa e exímio bailarino, o maître Fellipe Camarotto se mostrou um excelente professor, através de sua didática e da organização do método.

    Durante muito tempo trabalhei com a metodologia inglesa, e ao longo dos anos e cursos, adaptei outras técnicas à minha realidade. Importante ressaltar que sempre imaginei que a técnica russa era completamente desfavorável e inaplicável ao nosso biotipo, mesmo assim, resolvi fazer o curso e me surpreendi. Pude perceber como ela poderia trazer benefícios maravilhosos se trabalhada com consciência e de forma correta.

    Consegui, neste curto período, aproveitar e aplicar muitos dos ensinamentos e da metodologia. E já vejo o trabalho dando resultados. Pretendo manter a progressão proposta e imagino que será fantástico ver o resultado acontecendo com os bailarinos!

    Sou muito grata ao maître pelo curso e pela forma com que ele conseguiu nos transmitir seus conhecimentos. Recomendo a todos professores e bailarinos!

  • Quem Somos

    Fellipe Camarotto

    Criador e Consultor Pedagógico

     

    Brasileiro, nascido em Osasco - São Paulo, começou seus estudos de ballet com Clayds Zwing aos 8 anos, tornando-se em seguida aluno de Sasha Svetloff. Em 2005 ingressou na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil em Joinville, Santa Catarina, onde se formou em 2007 na turma de Dmitry Afanasiev.

     

    Vladimir Vassiliev coreografou ballets para a Escola do Teatro Bolshoi onde Camarotto sobressaiu-se: O Quebra Nozes (Dança Espanhola), Don Quixote (Basílio) e Giselle (Albretch e Hilarion). E também Poeta em Les Sylphides remontado e dirigido por Galina Kravchenko. Durante seus estudos ele trabalhou com Victor Barykin, Nina Speranskaya, Galina Koslova, Ludmila Sinelnikova, Boris Akimov e Sérgio Lobato.

     

    Depois de formar-se na Escola Bolshoi, Camarotto começou a trabalhar na Cia. Jovem Bolshoi e seu repertório de Grand Pas de Deux inclue: O Corsário, Escrava e Mercador, La Shylphide, Don Quixote, O Quebra Nozes, Giselle, La Bayadere, Esmeralda e Raymonda. Dançou ainda como convidado nos papéis principais dos ballets Coppélia e O Lago dos Cisnes.

     

    Foi duas vezes estagiar em Moscou com a Companhia Russa do Ballet Bolshoi. A primeira vez, em 2006, a Escola Bolshoi dançou O Quebra Nozes no Teatro Bolshoi de Moscou e no Teatro Natalia Sats. A segunda vez, em 2009, fez aulas com a Companhia, assistiu ballets, fez parte do ballet Don Quixote no Teatro do Kremlin. Dançou profissionalmente no Uruguai, Itália, Budapeste, Rússia, Canadá, Estados Unidos e em todo Brasil.

     

    Participou de um estágio com a companhia La La La Human Steps e da temporada do Ballet O Quebra-nozes com a companhia Les Grands Ballets Canadiens de Montreal e Victoria Ballet Academy de Toronto, ambas no Canadá. Trabalhou com Natalia Osipova e Ivan Vassiliev no ballet Giselle como Hilarion. Também com Anton Korsakov, solista do Teatro Mariinsky, no Ballet O Quebra Nozes.

     

    Ganhou prêmios em festivais no Brasil. Foi consagrado com a 3ª colocação no Hungarian International Ballet Competition, em Budapeste. Ganhou 1º lugar no Festival Internacional de Goiânia. Foi selecionado para a Competição internacional de Varna. Participou do USA Internacional Ballet Competition, em Mississipi, nos Estados Unidos, como partner não competidor.

     

    Integrou a São Paulo Companhia de Dança, dançando em apresentações com remontagens de grandes coreógrafos como George Balanchine, Jiri Kylian, Nacho Duato, Marco Goecke, Giovanni di Palma, Mario Galizzi, Eric Gauthier, Rodrigo Pederneiras e Jomar Mesquita. Na temporada do Ballet Mariinsky pelo Brasil, Camarotto teve o privilégio de trabalhar como figurantes nos espetáculos em São Paulo do Ballet O Corsário.

     

    Camarotto criou um Esquema Programático de Ballet Baseado na Técnica Russa e tem se empenhado em oferecer sua experiência e seriedade artística com seu trabalho como professor, utilizando a metodologia Vaganova, ensaiando coreografias clássicas e contemporâneas e de repertório clássico desde 2011 e também como consultor pedagógico, oferecendo cursos para a utilização da técnica russa. Ofereceu workshops para alunos de diferentes níveis, no Studio de Dança Clayds Zwing, Ballet Magaly Bueno e Academia Wynner. Trabalha como consultor pedagógico no Studio Aline Lencini e dentre Academia Alexan e Suely Borges Dance Company, desempenha seu trabalho também na Especial Academia de Ballet junto com Ana Maria Campos e Guivalde de Almeida. E na Lucianne Murta Escola de Ballet que possui o Método Royal de Ensino, trabalha no aprimoramento técnico com a Técnica Russa. Estagiou com a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. Cursou "Psicomotricidade e Neurociência adaptadas ao Baby Class Ballet", com Paola Bartolo e "Introdução ao Método Vaganova - Bolshoi Brasil - Curso Para Professores", com Maikon Golini e Anna Koblova.

     

    Membro do Conselho Internacional de Dança CID.

    Maikon Golini

    Professor Representante

     

    Bailarino, professor de Dança Clássica e ensaiador. Iniciou seus estudos de balé com sete anos de idade na 1ª turma da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. Ao longo de sua jornada como bailarino, foi orientado por grandes nomes da dança mundial, como Vladimir Vassiliev, Ekaterina Maximova, Galina Kravchenko, Nina Speranskaya, Cecília Kerche entre outros.

     

    Se apresentou em várias cidades brasileiras e no exterior (Alemanha e Rússia). Fez dois estágios no Teatro Bolshoi de Moscou, o primeiro como estudante e o segundo já como profissional, tendo a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos com mestres russos como Boris Akimov e Mikhail Lavrovsky. Enquanto bailarino, interpretou os mais variados pápeis nos balés Don Quixote, Giselle, O Quebra Nozes, Príncipe Igor e Raymonda. Em 2009 se formou pelo Bolshoi Brasil e foi convidado para atuar como professor.

     

    Há seis anos ministra aulas de dança clássica e repertório para turmas masculinas iniciantes e avançadas da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, além de atuar como ensaiador dos espetáculos.

     

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